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Erva da Vida

Primeiro, uma visita de amigos. Papo vai, papo vem, e a verdadeira apresentação dos motivos da cortesia. Os poderosos e milagrosos produtos Herbalife. Minha senhora caiu como uma patinha (ops...). Após a capitulação de minha parceira, os olhares se dirigiram para minha, hhuummm, saliência abdominal. Não, amiguinhos. Não será dessa vez que vou despedir de tanto esforço acumulado (oh, trocadilho infame...). Não assim, de boa. Meu problema não é a barriga – é o sedentarismo, é a inatividade, é a falta de alguma atividade estraladora de ossos.

Pois bem. Já que não despertaram meus vaidosos instintos (necessários para adquirir Herbalife) na primeira visita, resolveram me aliciar para uma futura carreira milionária. Essa segunda tentativa foi menos dissimulada. Vieram com crachazinho e dvd’s na pasta. Quase uma hora depois de assistir sobre ‘projeções para o novo mercado mundial’, sobre o ‘desejo incessante da população em permanecer eternamente jovem’, veio o ‘gran finale’: depoimentos de sujeitos, como eu e você, que, de repente, ficaram trilionários em poucos meses. ‘Eu tenho um Porsche, um BMW e uma Ferrari na minha garagem’. ‘Eu tenho dois carros importados’. ‘Eu tenho uma ilha’. ‘Eu tenho vários imóveis’. ‘Eu faço quinze viagens para o exterior todo ano’. Curiosamente, a cada minuto, mais enojado ficava. Não devo ter perfil para milionário, mesmo.

Algo nessa lógica herbalifiana não me desceu. Pareceu-me aqueles velhos sistemas de organizações piramidais que, caso dêem problema, apenas a base se estrumbica, como dizia o Velho Guerreiro.

Dessa história toda, só espero que minha lady não fique com perfil de uma Bundchen, ou uma Fernanda Lima, ou uma outra modelo qualquer. Como a maioria dos brasileiros, eu gosto de...

Ah, esquece.

***


Uther Pendragon, Igraine e Gorlois, na morna versão cinematográfica de 'As Brumas de Avalon'.

Igraine de Cornualha era uma desavergonhada. Senhora de Cornualha... e depois Gorlois achou ruim o chifre. Estava predestinado, ora...

***

Sexta Feira 13. O dia agourento bem no primeiro mês do ano... Arre!

Tenho impressão de que o melhor que tenho a fazer é torcer para esse novo ano ser ao menos igual a 2005. Só isso já está de bom tamanho.

***

Como previa, os prazos vão me apertar sim. Escrever dois artigos até o último dia desse mês é fogo. E com umas malditas viagens nesse interregno – para tornar as coisas mais complicadas.

Então, nada de brincar com letrinhas aqui no blog pelos próximos dias. Rara aparição aqui e acolá, nas caixas de comentários dos amigos.

Chuif.



Escrito por Juliano às 19h22
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Novo ano, novas metas, antigas leituras

A prática é remota. Ao findar o ano, mamãe recomendava pedir ao Papai do Céu o presente não recebido e desejado no Natal anterior. Receberia-o, caso fosse um bom menino. Depois de alfabetizado – e mais ambicioso – comecei a listar alguns brinquedos desejados para o Papai da Terra não esquecer.

A disposição em escrever a listinha, no entanto, foi diminuindo após sucessivos janeiros. Primeiro, na pré-adolescência, por achar isso coisa de criancinha. Depois, na adolescência de fato, por considerar uma coisinha muito... fresca.

Aos vinte, findada a vida universitária e ingressando na terrível agonia da vida de diplomado-sem-futuro-à-vista, retornei à lista. Agora, não mais pediria presente. Lutando contra a minha natural desorganização, ali estavam minhas metas e meus mais profundos desejos. E Papai do Céu foi muito mais bondoso que outrora.

Lembro-me da última, feita no final de 2001. Eram dez pontos – na ocasião, todos considerados improváveis ou impossíveis. O décimo realizou-se em janeiro de 2003.

Minha lista para esse ano tem quatro pontos. São metas ambiciosas. Vamos ver o que dá.

***

Comecei a ler ‘As brumas de Avalon’, de Marion Zimmer Bradley. Desde Camelot 3000, minissérie lançada em 1988 em formato HQ pela Editora Abril, jurara ler algo mais consistente sobre a saga do Rei Arthur e da ilha de Avalon. Prioridade a outras leituras, falta de tempo e, às vezes, um pouco de preguiça me desviou do intento inicial.

  

O momento não poderia ser pior. Com duas ‘encomendas universitárias’ para os próximos dois meses, ler algo além dos manuais técnicos pode me custar noites de sono em um futuro próximo, quando a urgência dos prazos me apertar.

Que custe.

Escrito por Juliano às 19h22
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