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O fim

Já fazem mais de dois anos que entrei na onda dos blogs. Por esse tempo, conheci gigantes do mundo blogal (esses aí à direita); recebi um estímulo inicial pra lá de especial via Roberson; entrei em uma lista de discussão (constituída pelos mais ilustres blogueiros da net) dando pitaco e levando pito; fui respondido com rispidez (desnecessária) na caixa de comentários de um blog de uma dama ainda listado aí; e, o que é mais importante, fiz amizade – consagrada via orkut - com muita gente legal (Sandra, Edk, Afonso, Ronzi, Diane, Simy).

Nesse endereço estou desde os últimos dezenove meses. Já pensei em parar várias vezes, em função do pouco tempo disponível; mas nunca, em nenhuma dessas oportunidades, ficou tão claro que meu ciclo havia se esgotado.

É isso. Arrumando as malas, agora. Um abraço a todos.


Escrito por Juliano às 13h48
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Anamorfose cartográfica

A anamorfose é uma técnica utilizada na cartografia e responsável pela maioria dos “mapas estilizados” que vemos com freqüência atualmente. Essa técnica não se preocupa, exatamente, com a forma e o tamanho do espaço a ser representado: os fenômenos em si que recebem maior atenção. Assim, procura-se demonstrar proporcionalmente o dado relevante a que se propõe o mapa. Abole-se, portanto, a ortodoxia da representação consagrada pela geometria espacial euclidiana. Abaixo, um mapa demográfico construído observando essa técnica:



Aqui, mais mapas elaborados através dessa técnica.



Escrito por Juliano às 14h19
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O indivíduo, a sociedade e o meio ambiente

Algum tempo atrás, estava participando de um evento sobre educação ambiental, apresentada em seu já clássico viés, em que se privilegia a responsabilização do indivíduo pelos grandes problemas que afligem a sociedade humana do século XXI.

Em dado momento, a palestrante colocou-nos um exemplo simples, próximo de nosso cotidiano, do que podemos fazer para contribuir para um mundo melhor. Dizia ela que, em sua empresa, foi decidido que não mais usaria copos descartáveis no bebedouro, uma vez que o petróleo é um recurso finito e, dessa forma, poderíamos contribuir com um futuro mais justo para todos.

Enquanto isso, a maior parte dos funcionários fazia (ela inclusive), por quatro vezes, o trajeto de ida e volta ao trabalho em possantes automóveis.

Daí fica a questão: a apropriação do ‘politicamente correto’, do ‘bom mocismo’, sem nenhum tipo de reflexão séria sobre o problema ambiental, sempre irá produzir aberrações desse tipo.

Já escrevi aqui mesmo, lá no início do blog, e provocativamente, que o homem não polui o meio ambiente. E não é porque a mulher também polui, como algum engraçadinho poderia concluir; mais do que isso, é através da relação do ser humano com a natureza, mediatizado por uma determinada forma de organização social, que teremos o grau de interferência da sociedade na natureza.

Prova disso é que o mesmo homem consegue, em tempos e espaços diferentes, ter relações com a natureza em diversos graus de apropriação e intervenção. Englobar na entidade ‘homem’ um indígena no Alto Solimões e um madeireiro em Altamira é suficientemente contraditório para não nos exigir mais linhas de argumentação.

Se entendemos, por conseguinte, que a ação do ser humano é orientada por determinadas formas de organização social, colocam-se algumas dificuldades para a biologia na análise dos problemas ambientais. O homem deixa de ser uma espécie animal para assumir toda a complexidade do ‘ser social’.

E que de sociedade falamos hoje? Evidentemente, daquela que valoriza o lucro e incentiva o consumo desenfreado. Daí, é ‘natural’ que haja uma exploração da natureza como jamais vista e que se tenha uma gigantesca produção de lixo.

E como o indivíduo se encaixa nessa história toda? Diz Antonio Gramsci, importante intelectual italiano morto nos porões fascistas de Mussolini, que o indivíduo comum tem poder limitado de transformação social, o que concordamos integralmente. O mesmo não se pode dizer da associação dos indivíduos em determinada causa. Para Gramsci,

o indivíduo pode multiplicar-se por um número imponente de vezes e obter uma mudança bem mais radical do que à primeira vista pode parecer possível.’*

Aqui, e é por demais óbvio, a instância de decisão saltou do indivíduo para o coletivo. A decisão inicial é individual, mas a eficácia dos resultados passa por uma ação coletiva. Não basta uma decisão do indivíduo. O peso está no agir coletivo.

Não se tem dúvida, por outro lado, que os grandes problemas ambientais do século XXI partem de decisões corporativas. George Bush, ao não ratificar o Tratado de Kioto, abalizou sua decisão mais pelos interesses das grandes empresas estadunidenses do que por alguma especulação moral ou ética ambientalista.

Se são as empresas as maiores contribuintes para a poluição ambiental, há de se pensar como responsabilizar uma pessoa jurídica por uma desrespeito às normas morais instituídas na forma da lei. Apesar da impossibilidade de castigo físico, Rodriguo Alves da Silva demonstra que é juridicamente passível de ser responsabilizada uma empresa que causa distúrbio ambiental.

Ora, e a tão propagada Certificação ISO, os selos verdes, a responsabilidade ambiental de que tanto falam as empresas?

Certamente não é por bondade dos empresários, nem por que estão, primeiramente, interessados em um ambiente mais saudável. É lucro mesmo. É aceitação de seus produtos em mercados internacionais, sim.

E toda essa pressão social em torno daquilo que é ecologicamente saudável não seria possível sem a importante atuação de inúmeros movimentos ecológicos sérios que por aí existem.

Já nos 'finalmentes', abro parêntesis para generalizar e provocar:

Considerando ainda que os recursos naturais são apropriados de forma desigual, resta ainda saber se a instruída classe média está antenada ecologicamente porque se preocupa com o fim de seus privilégios – uma vez que seu desfrute consumista está em jogo – ou para atenuar o peso na consciência por terem clareza de que boa parte dos recursos naturais é gasto em seu deleite. Pode, eventualmente, ser consciência planetária, também.

Para concluir, um outro exemplo desses discursos histéricos se dá quando discutimos o uso da água. Forçam tanto a barra no alarmismo que, sinceramente, me sinto culpado por beber água. Só não paro de tomar banho...

* A citação foi retirada de 'Obras Escolhidas', edição da Martins Fontes, publicada em 1978.

Escrito por Juliano às 12h33
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As cores da F-1

Eu devia ter uns três anos quando ganhei um macacãozinho da Ferrari. Todavia, o corpo em crescimento não foi muito piedoso; logo, logo, tive que deixá-lo. Mesmo assim, impedia minha mãe de fazer com o macacão o que ela costumava fazer com as outras roupas: doá-las. Até que um dia cheguei em casa e não mais o vi.

Não que eu gostasse da Ferrari - nem ao menos entendia aquela fileira de carros. O que me atraía era aquele conjunto de cores, aquela confusão de tons. Somente aos seis, sete anos, que os carros, os motores, os sons, os pilotos de dezenas de países formaram o conjunto irresistível daquilo que até hoje - mesmo sabendo da preponderância do carro frente ao piloto - ainda sou apaixonado.

Evidentemente, considero ainda as cores do bólido de um F-1 uma atração a parte. E se a McLaren me deixou frustrado ano passado, depois desse Renault aí embaixo, qualquer presepada que porventura apareça não me incomodará.



***

No site da Renault, há uma referência ao ano de 2007 como Ano 1 D. S. (Depois de Schumacher). Bons tempos virão, então.

Escrito por Juliano às 20h41
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Desnutrição, pobreza e morte. Os índios, hoje

Quem visita as aldeias indígenas do Tocantins sai estarrecido com a miséria presente (a maioria, é bom dizer. Da outra minoria conversamos depois...). Um problema social com graves consequências de saúde pública. Ano passado, dezenove índios morreram de causa desconhecida. Desnutrição, vômitos e diarréia eram alguns dos sintomas apresentados. A divulgação das mortes causou celeuma na FUNAI e na FUNASA, mas pouco foi feito até então. Talvez em função disso, os problemas retornaram. Três crianças apinajés faleceram com os mesmos sintomas nos últimos trinta dias. Como da outra vez, não se sabe qual é a misteriosa doença, mas é evidente o que a causa. A julgar pelo retrospecto, as mortes ocorridas e a ocorrer não irão, novamente, sensibilizar qualquer instituição humanitária. São apenas alguns índios, né?

Escrito por Juliano às 19h45
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2007

Resoluções para o ano novo? Não, não. Apenas um sincero desejo de que esse 2007 seja melhor que os dois anos anteriores.

~*~

Não consegui acessar o Youtube. Pensei que fosse problema na conexão, ou vírus no computador. Por fim, deixei de lado, resignado: era só uns videozinhos bestas mesmo.

Desgraçadamente, o problema foi mais sério. A despudorada Cicarelli, agora mocinha corada, conseguiu a proibição do acesso ao site por internautas brasileiros. E daí um problema que era só dela passa a ser um incômodo nacional.

Nunca uma, er, brincadeirinha atrapalhou tanto a diversão dos brasileiros.



Logotipo bastante apropriado, via Um bicho de Rondônia. Teo Victor, o dono do blog, também apresenta formas de burlar a proibição aqui e aqui. Interessante.


Escrito por Juliano às 19h20
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Historinha verde-amarela de natal

Papai-noel substituiu o vermelho por outra cor, indefinida, para proteger sua identidade. O calor excessivo lhe impediu de usar as renas. O andar constante desse fim de ano fez desaparecer sua enorme barriga. Isso foi bom, uma vez que, no Brasil, não há tantas chaminés confortáveis. O acesso a casa foi mais difícil. Depois de muita vigilância, descobrir os momentos de ausência do vigia (com seus expedientes ocasionais...), driblar cercas elétricas, isolar o cão da família. Vencido os obstáculos iniciais, papai-noel abandonou a doçura. ['Brasileiro não facilita pra gente' é uma de suas queixas mais comuns ouvidas do seu enorme depósito de presentes.] Do seu saco quase vazio, retirou uma serra, quebrou todos os vidros da janela da cozinha e pôs-se a cortar as barras de metal. Ágil, conseguiu abrir passagem em pouco menos de quinze minutos. Dentro da casa, não encontrou nenhum presente no saco, amaldiçoando a incompetência de seus auxiliares. Apurou o olhar e não viu, no entanto, sequer árvore de natal para depositar os presentes. 'Que falta de espírito natalino', pensou, mais consolado. Preocupou-se, por um momento, com o saco vazio. De repente, em um estalo, uma idéia lhe apareceu. Inconformado por não ter pensado nisso antes, começou a recolher objetos de valor (e carregáveis). E assim termina a história, com a inusitada transformação de papai-noel em um estranho Robin Hood – que surrupia dos pobres para vender para pobres. A preços módicos, evidentemente.

~*~

Bem que poderia ter deixado meu saxofone e minha coleção de DVD's.

Escrito por Juliano às 14h08
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Salários salafrários

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Mínimo:

 

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Máximo:

 

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~*~

Yvonne propõe um e-mail carinhoso de natal para os congressistas. (Santa) Rita de Cássia, por sua vez, deixou de afiar a língua; preferiu a peixeira. Dizem que a Santa estava demente. Plausível, com um salário de trezentas patacas.

~*~

Viva a caça aos bruxos.



Escrito por Juliano às 19h30
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Ídolos, ídolos...

Uma parede forrada de posters de um tal 'Rebelde' me diz que alguém está chegando a adolescência.

~*~

O quarto de minha irmã me fez lembrar um 'lance' pouco frequente entre os meninos: a paixão por alguma estrela em evidência na mídia. Eu tive duas: Maitê Proença, no final da década de 80, e Mila Jovovich, gatíssima em Retorno a Lagoa Azul.



~*~

Tivesse o mesmo arroubo juvenil, juro que apaixonaria por essa moça:


Bacchi, ao que parece, fantasiou-se apressadamente de Mamãe Noel. Ao lado, seu livro, motivo da provável insensata paixão. Não me peçam resenhas, por favor.

~*~

As férias não estão me fazendo bem...

Escrito por Juliano às 19h21
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U-rru!

De férias, oficialmente. Do blog também. Só não dos comments em blogs amigos (presença ocasional, uma vez que internet não estará mais inteiramente à disposição). Então, feliz natal e próspero ano novo a todos.

Escrito por Juliano às 18h53
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